Fazer uma pesquisa é uma atividade lúdica, é transformar a ciencia em atividade artística. Quem bem coloca estas questões é Lucrécia Ferrara, na introdução do livro Como se faz uma tese, de Umberto Eco. Leitura que aconselho, principalmente a primeira metade, desconsiderando, é claro, a parte que sugere aos orientados tomarem cuidado para não serem explorados pelos orientadores. Lucrécia bem sintetiza o ganho para o pesquisador com o esforço de pesquisa. Ela cita três benefícios: a precisão do pensamento, a nuance da reflexão e a capacidade dialética. "A tese tem algo a ver com a invenção. Uma receita às avessas: a descoberta"
Eco, muito mais formal nestas questões, apresenta para a pesquisa científica a necessidade de ter o objeto de estudo muito bem definido, apresentar algo que ainda não foi dito, que seja útil aos demais e com elementos necessários para a sua verificação e contestação. Mas nesta linha a leitura mais instigante e agradável é o texto de Rubens Alves: Filosofia da ciência: introdução ao jogo e as suas regras, onde ele apresenta de forma simples e poética, o delicioso jogo de construção e descontrução da pesquisa científica.
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